sábado, 30 de outubro de 2010

Há dias que gosto de ficar a sós com meus pensamentos. Curto meus momentos de contemplação, repenso, encasqueto, procuro as respostas. Acabo refletindo um pouco. Isso me faz bem! Olho-me no espelho e enxergo as variantes de meu temperamento circunspecto. Inconclusiva, percebo que, ao longo dos anos, não consegui driblar os estorvos que muitas vezes me embaraçaram a visão. Acabei me enxergando por último.

Reviro o baú, revejo situações. Às vezes me perco em estranha digladiação de pensamentos. Minha busca socrática por autoconhecimento tornou-me mais perspicaz em identificar as ciladas em que acabo me metendo, mas não as evitaram. Continuo teimosa. Há coisas que só o tempo me fez enxergar; um pouco de experiência de vida me fizeram compreender o que antes me era segredo. Meus fantasmas saíram debaixo da cama, agora povoam os meus pensamentos.

Procuro o silêncio dos monges enquanto planejo, a ociosidade dos poetas pra tomar decisões, opto por conceber meus projetos em paz, recuo mesmo correndo o risco de parecer dispersiva. Preciso destes momentos! Espero condescendência. Sei que fico ruminando idéias, enquanto a mente viaja por horizontes inabitáveis. Sei que, enquanto aplico o coração em adquirir um pouco mais de conhecimento para compreender melhor este mundo, desejo não esquecer quem sou.

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